Calendário Nacional de Vacinação

Calendário Nacional de Vacinação

No Brasil temos aproximadamente 38 milhões de crianças e adolescentes em idade de serem vacinadas. Além deles também existem cerca de 25 milhões de idosos que são vacinados anualmente contra o vírus da gripe.

Com uma população maior do que a de todos os países latino-americanos somados somos um pais de dimensões continentais, e é por isso que a preocupação em manter a população imune a doenças contagiosas deve ser constante.

Para coordenar essa tarefa foi criado em 2013 o PNI (Programa Nacional de Imunizações), o qual deve distribuir somente nesse ano de 2016 aproximadamente 300 milhões de imunobiológicos.

Junto com o PNI também foi criado o Calendário Nacional de Vacinação, que visa coordenar as datas das campanhas, auxiliando os postos de saúde a se prepararem para a distribuição das vacinas e para o lançamento das campanhas publicitárias.

Desta forma fica mais fácil fazer toda a logística das doses distribuindo a quantidade certa de vacinas para cada região do pais e garantindo que a população fique sabendo das datas e horários da vacinação com antecedência.

No calendário deste ano foram alteradas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite.

Uma das principais mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose.

Estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres entre 9 e 26 anos que vivem com HIV devem continuar recebendo o esquema de três doses.

Para os bebês, a principal diferença neste ano será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, sendo que a partir de agora ela será aplicada em duas doses. A primeira dose deve ser dada entre o segundo e o quarto mês de vida, já a dose de reforço deve ser aplicada preferencialmente aos 12 meses (podendo, porém, ser tomada até os 4 anos de idade).

Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

Outra mudança significativa no calendário desse ano é a inserção da terceira dose da vacina contra poliomielite, que é administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável.

A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação mundial da doença. No Brasil, o último caso foi em 1989.

A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

Por fim, vale lembrar sobre a importância da vacinação para os maiores de 60 anos, afinal de contas não são apenas as crianças que ficam doentes.

Com alterações imunológicas ocorridas ao longo do processo natural de envelhecimento, os idosos se tornam mais suscetíveis ao surgimento de algumas doenças, principalmente aquelas classificadas como infecto contagiosas do aparelho respiratório.

Além disso, por terem a saúde mais frágil os idosos apresentam maior tempo de recuperação quando hospitalizados, o que facilita o surgimento de doenças oportunistas.

Foi por isso que o Ministério da Saúde optou pela inserção da vacina contra gripe no Calendário Nacional de Vacinação. Assim, desde a entrada dessa nova dose na agenda dos postos de saúde temos observado que vacinação em idosos está amplamente associada à redução das internações devido às doenças cardíacas, cerebrovasculares, pneumonia ou influenza e do risco de morte a elas relacionado.

Mas embora a vacina seja gratuita e o Brasil um dos países que mais investem dinheiro público na cobertura vacinal de idosos, ainda observamos resistência de algumas pessoas para aderir às campanhas de vacinação.

Por isso é tão importante que se faça a conscientização não só dos pais que tem filhos pequenos, como também das famílias que tem idosos em casa.

Por isso se você tem filhos pequenos, ou mesmo se você já está na melhor idade, vale a pena ficar atento para manter o calendário de vacinação em dia.

 

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