Os malefícios dos corantes na alimentação

Os malefícios dos corantes na alimentação

Não podemos negar que a aparência dos alimentos tem o poder de estimular ou de diminuir o nosso apetite, e que a cor deles tem grande influência no nosso paladar.

Uma vez que a cor identifica o sabor dos alimentos, colori-los de forma artificial se tornou pratica comum a fim de atrair nossa atenção. Essa é uma estratégia muito utilizada pela indústria de alimentos para nos estimular diariamente a consumir esse ou aquele produto.

Uma prova disso são as recentes pesquisas feitas na área, que demonstram que quando um alimento não apresenta uma cor apropriada ele acaba sendo rejeitado pelo consumidor. Alguns dos testes inclusive demonstraram também o aumento na resistência do consumidor em comprar refrigerantes transparentes, mesmos sabendo que esses tinham uma menor quantidade de corantes e mantinham o mesmo sabor.

Isso indica claramente o quanto nossas opções de consumo são afetadas pela imagem que temos dos alimentos, e o quanto acabamos ingerindo essas substancias desnecessariamente.

De acordo com legislação brasileira, uma substancia é considera como corante quando ela possui a propriedade de conferir ou intensificar a coloração de alimentos e bebidas, e é adicionada aos ingredientes propositalmente com este fim.

O uso dos corantes artificiais é explicado pelo fato dessas substâncias serem mais baratas, estáveis e mais brilhantes do que a maioria dos corantes naturais. Assim eles se tornam  presentes em praticamente todos os produtos industrializados.

O uso dos corantes é feito por inúmeras razões como, por exemplo: para restaurar a cor perdida no processamento, para preservar a identidade do produto, assegurar a uniformidade da cor de um lote de produtos, para intensificar a cor e o odor de alimentos processados tais como molhos e refrigerantes, para auxiliar a proteger aromas e vitaminas sensíveis à luz, ou mesmo para servir como um indicador visual da qualidade.

Atualmente os corantes são classificados em 5 categorias principais, sendo elas:

1 – Corante orgânico natural
É aquele obtido a partir de vegetal, ou eventualmente, de animal, cujo princípio corante tenha sido isolado com o emprego de processo tecnológico adequado.

2 – Corante orgânico sintético
É o corante obtido por síntese orgânica mediante o emprego de processo tecnológico adequado, este tipo de corante tem a mesma origem do corante orgânico natural, porem sua produção em geral é feita em larga escala.

3 – Corante inorgânico
Mais danoso para a saúde, o corante inorgânico é aquele obtido a partir de substâncias minerais e submetido a processos de elaboração e purificação adequados a seu emprego em alimento.

4 – Corante do tipo Caramelo
Muito presente nos rótulos e nas composições dos alimentos industrializados, esse tipo corante natural obtido pelo aquecimento de açúcares à temperatura superior ao ponto de fusão, o que gera literalmente um caramelo capaz de conferir texturas que vão desde o amarelo brilhante até o marrom escuro.

5 – Corante do tipo Caramelo processado em amônia
Sem dúvida o mais danoso a saúde, este é um corante orgânico sintético idêntico ao natural, mas que é obtido por um processo que tem como principal reagente o uso amônia. Vele lembrar que o uso dessa classe de corantes já foi abolido em diversos países mais continua sendo permitida no Brasil.

Recentemente, na Áustria e Noruega as autoridades de saúde decidiram não só pela proibição dos Corantes do tipo Caramelo processados em amônia como também passaram a exigir o uso uma etiqueta de advertência nos os alimentos que contém outros ingredientes sintéticos similares.

Já na Inglaterra os rótulos são obrigados a alerta que crianças que consomem alimentos com corantes artificiais tem maior risco de desenvolver o comportamento hiperativo e TDAH.

No Brasil, infelizmente continuamos com uma legislação defasada, muito aquém daquela que seria necessária para coibir os abusos da indústria alimentícia.

É por isso que além de saber a classificação dos corantes e sua origem, precisamos também ficar atentos às embalagens.

Devemos evitar ao máximo produtos que contenham corantes artificiais, e – se possível – apenas consumirmos produtos que levam corantes naturais em sua composição. Isso porque nos últimos anos, foram encontrados mais riscos no consumo de corantes artificiais do que em qualquer outro aditivo, e testes preliminares já associam esses produtos à mais de 130 patologias, doenças e distúrbios.

Segundo a ANVISA (órgão responsável pela regulamentação do uso de corantes no Brasil) estudos toxicológicos que temos são inconclusivos, e que por enquanto apenas o que se sabe é que os corantes não fazem mal à saúde se usados nos limites definidos pela legislação.

Entretanto um dos principais problemas apontados pelos médicos é que é quase impossível controlar exatamente a quantidade de corantes que ingerimos, uma vez que as embalagens dos produtos nem sempre são especificas quanto as doses e que o consumidor em geral também não tem o habito de ficar somando o quanto de cada substancia já consumiu no dia.

Desta forma a recomendação geral de que os corantes devem ser evitados segue sendo o melhor caminho a ser tomado.

 

 

 

 

 

 

 

 

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