Os Tipos de Anestesia e suas Funções

Os Tipos de Anestesia e suas Funções

No artigo passado nós falamos sobre o medo que muitas pessoas têm de tomar anestesia. Ressaltamos que se trata de um procedimento considerado pela medicina moderna como seguro, e além de tudo imprescindível para o conforto do paciente e para a ação do cirurgião.

No post Você tem Medo de Anestesia você conferiu um pouco sobre a história, os objetivos e os principais mitos envolvendo anestesias.

Hoje nós vamos apresentar para você os tipos de anestesia, suas técnicas de aplicação e os medicamentos usados.
E então?! Preparados?

Como já tínhamos dito no outro artigo existem basicamente 3 tipos de anestesia: anestesia geral, anestesia regional e anestesia local. Então agora vamos falar detalhadamente sobre cada uma delas:

 

Anestesia geral

A anestesia geral é aquela indicada nos casos de cirurgias mais complexas e de grande porte. Os médicos preconizam a anestesia geral quando o procedimento cirúrgico é muito complexo, não sendo viável anestesiar apenas uma região do corpo. É importante notar que o tipo de anestesia indicado para cortes na pele é completamente diferente da anestesia que precisa ser feita quando se vai cortar uma parte do intestino ou retirar um órgão do abdômen. Em cirurgias extensas não é possível bloquear diferentes camadas e tecidos dos organismos apenas com anestésicos locais.

Na anestesia geral, o paciente fica inconsciente, incapaz de se mover e, habitualmente, intubado e acoplado a um respirador artificial. Um dos motivos do paciente não sentir é pelo fato do mesmo estar profundamente sedado, como se o cérebro estive parcialmente “desligado”.

Existe o mito de que a anestesia geral seja um procedimento anestésico perigoso. Não é verdade. Atualmente, a anestesia geral é procedimento bastante seguro. Na maioria dos casos, quando o paciente submetido a uma cirurgia extensa apresenta complicações, o motivo não é a anestesia geral. As complicações são geralmente derivadas de doenças graves que o paciente já possuía, como problemas cardíacos, renais, hepáticos ou pulmonares em estágio avançado, ou ainda, por complicações da própria cirurgia, como hemorragias ou lesão/falência de órgãos vitais.

Em pacientes saudáveis, a taxa de complicação da anestesia geral é de apenas 1,4 para cada 1 milhão de cirurgias. Portanto, problemas com anestesia geral são semelhantes a acidentes de avião: são raros, mas assustam, porque quando ocorrem, há intensa exposição na mídia, levando à falsa impressão de que são frequentes.

 

Anestesia regional

A anestesia regional é um procedimento anestésico usado em cirurgias mais simples, onde o paciente pode permanecer acordado. Este tipo de anestesia bloqueia a dor em apenas uma determinada região do corpo, como um braço, uma perna ou toda região inferior do corpo, abaixo do abdômen.

 

Os 2 tipos de anestesia regional mais usados são:

  • Anestesia raquidiana ou raquianestesia
    Para realizar a anestesia raquidiana, uma agulha de pequeno calibre é inserida nas costas, de modo a atingir o espaço subaracnoide, dentro da coluna espinhal. Em seguida, um anestésico é injetado dentro do líquido espinhal (liquor), produzindo dormência temporária e relaxamento muscular.
    A presença do anestésico dentro da coluna espinhal bloqueia os nervos que passam pela coluna lombar, fazendo com que estímulos dolorosos vindos dos membros inferiores e do abdômen não consigam chegar ao cérebro.
    A raquianestesia é muito usada para procedimentos ortopédicos de membros inferiores e para cesarianas.

 

  • Anestesia peridural
    A anestesia peridural é muito semelhante a anestesia raquidiana, porém há algumas diferenças como por exemplo:
    Na anestesia peridural o anestésico é injetado na região peridural, que fica ao redor do canal espinhal, e não propriamente dentro, como no caso da raquianestesia.
    Além disso na anestesia peridural, o anestésico é injeto por um cateter, que é implantado no espaço peridural. Enquanto na raquianestesia o anestésico é administrado por uma agulha uma única vez, na anestesia peridural o anestésico fica sendo administrado constantemente através do cateter.
    E por fim, a anestesia peridural pode continuar a ser administrada no pós-operatório para controle da dor nas primeiras horas após a cirurgia. Basta manter a infusão de analgésicos pelo cateter.

 

 

Anestesia local

Este é o procedimento anestésico mais comum, sendo usado para bloquear a dor em pequenas regiões do corpo, habitualmente na pele. Ela funciona bloqueando os receptores para dor na pele e os nervos mais superficiais, impedindo que os mesmos consigam enviar sinais doloroso para o cérebro.

Ao contrário das anestesias geral e regional, que devem ser administradas por um anestesista, a anestesia local pode ser aplicada por qualquer médico e também por outros profissionais da saúde, sendo usada por quase todas as especialidades.

A anestesia local é comumente feita com a injeção de lidocaína na pele e nos tecidos subcutâneos. Ela serve para bloquear a dor em uma variedade de procedimentos médicos, como biópsias, punções de veias profundas, suturas da pele, punção lombar, punção de líquido ascítico ou de derrame pleural.

Esse tipo de anestesia pode ainda ser feita através de gel ou spray, como nos casos das endoscopias digestivas, onde o médico aplica um spray com anestésico local na faringe de modo a diminuir o incômodo pela passagem do endoscópio.

 

E então?
Agora que você já tem toda essa informação sobre anestesias não há mais porque temer um procedimento tão simples e seguro.
E se você quer mais dicas sobre segurança em procedimentos médicos recomendamos que você leia também nosso artigo sobre como escolher um bom médico.

 

 

 

 

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