O Futuro da Cirurgias

Parece filme de ficção cientifica, mas já é realidade. A primeira geração de robôs cirúrgicos já está sendo instalada em diversas salas de cirurgia ao redor do mundo.

Eles não são verdadeiros robôs autônomos, que realizam cirurgias sozinhos, mas fornecem ajuda mecânica aos cirurgiões. Na cirurgia robótica o médico manipula um robô, que faz as incisões e ressecções, através de um console joystick. O controle remoto e a ativação por voz são os métodos pelos quais esses robôs cirúrgicos são controlados.

A robótica está sendo introduzida na medicina porque permite maior controle e precisão dos instrumentos cirúrgicos, com procedimentos minimamente invasivos. Isso permite que tanto os cirurgiões melhorem suas capacidades ao realizar cirurgias abertas, quanto permite que o impacto em cirurgias minimamente invasivas seja ainda menor.

A cirurgia robótica permite a realização de cortes menores do que o dos métodos tradicionais. Na abertura convencional do abdome (laparotomia), por exemplo, o corte costuma ter cerca de dez centímetros. Com a robótica, não deverá ter mais do que um centímetro. Além disso o robô normalmente permite uma melhor manipulação e uma magnificação dos movimentos tridimensionalmente, melhorando a ergonomia. Também é reportado uma diminuição da dor, redução da necessidade de transfusão de sangue e do uso de medicamentos analgésicos

Precisão, redução das incisões, diminuição da perda de sangue e diminuição do tempo de cura e cicatrização. Tudo isso faz com que os robôs estejam cada vez mais atrelados ao futuro da medicina. Mas entre as desvantagens desse tipo de cirurgia podemos mencionar o custo do robô que pode chegar a mais de um milhão de dólares, além do custo dos suprimentos e manutenção.

Este preço elevadíssimo pode ser atribuído à existência de apenas uma empresa no mercado mundial, e também aos altos impostos alfandegários cobrados pela maioria dos países.

Outro fator que faz com que as cirurgias robóticas ainda não sejam tão difundidas é a necessidade de treinamento adicional para utilizar o equipamento. E por fim o paciente ainda tem que enfrentar o drama de que muitos planos e seguros de saúde não reembolsam o aluguel do robô, mesmo que a cirurgia robótica seja a mais indicada para a situação medica em questão. Sendo assim os custos de ser operado por um robô podem fazer com que o valor total da cirurgia seja acrescido de mais R$ 12 mil apenas pelo uso de um robô.

Contudo, mesmo tendo o ritmo de expansão afetado pelas questões econômicas, ainda sim podemos dizer que em poucas décadas mais de 50% das cirurgias serão feitas com auxilio de algum tipo de robô.

Para se ter uma ideia do quão rápida tem sido a expansão das cirurgias robóticas devemos lembrar a que a primeira vez em que um robô foi utilizado foi em 1985 durante uma biopsia no cérebro de um paciente. O robô em questão era o modelo PUMA 560 que foi utilizado com sucesso para guiar a agulha através do crânio.

Já em 1988 o PROBOT, desenvolvido no Imperial College London, foi usado para realizar uma operação de próstata. E em 1992, o ROBODOC, da empresa “Integrated Surgical Systems”, para esculpir com precisão encaixes em um fêmur durante uma operação para instalação de uma prótese de quadril.

Um grande avanço foi dado pela necessidade das Forças Armadas norte-americanas fazerem cirurgias a distância na década de 1990, com expectativa de ter braços robóticos em hospitais próximos aos fronts de batalha, enquanto nos EUA ou em outra parte do mundo, o cirurgião principal, atuando num joystick, faria o procedimento, transmitidos por internet, esses dados iriam até o robô no campo de batalha, porém projeto não foi adiante, devido às limitações na velocidade de transmissão de dados e à impossibilidade de operar no campo de batalha sem que houvesse alguém que mexesse no robô in loco.
Já no Brasil de acordo com a Intuitive Surgical, empresa americana que fabrica os robôs do modelo Da Vinci, até o final de 2015 haviam 41 sistemas desse tipo no Brasil, contabilizando um terço dos 129 robôs vendidos para a América Latina. Nos Estados Unidos, o número chegou a cerca de 1,8 mil equipamentos. Número que só tende a crescer com a potencial entrada de empresas asiáticas no setor.

 

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