Vivendo a Melhoridade com a Família

Vivendo a Melhoridade com a Família

Ainda hoje muitas pessoas ainda tem uma visão de que com o avançar da idade os idosos diminuem suas redes de relações sociais e tornam-se menos satisfeitos com a vida. Mas isso não é verdade, pois embora muitos pensem que envelhecer significa deixar de desenvolver-se, adoecer e afastar-se de tudo, a verdade é que existem muitas possibilidades da pessoa continuar ativa e de manter uma boa qualidade de vida.

Muitas vezes o envelhecimento traz mudanças nos relacionamentos, principalmente por conta das mudanças nos papéis dos idosos na família, no trabalho e na sociedade. A própria chegada da aposentadoria provoca em muitas pessoas uma certa crise de identidade e pode leva-la à depressão.

Outro fator importante são as doenças degenerativas, que também são frequentes nessa faze da vida, e que geram limitação e dependência.

Mas é importante lembrar que todos estes aspectos relacionados à terceira idade podem ser minimizados com o apoio e a presença constantes da família. Pois é essa presença que fará com que o idoso se sinta valorizado e com que as mudanças tenham menos impacto na autoestima deles.

Muitos idosos chegam a pensar que, por causa da idade, deixaram de ter serventia, e assim ficam deprimidos, ou até mesmo debilitados. É nesse ponto que o carinho de amigos, familiares e entes queridos pode significar uma melhoria na qualidade de vida e um envelhecimento mais feliz.

Outro aspecto que pode contribuir para melhoria da saúde na terceira idade é a psicoterapia. Apesar de os idosos serem uma geração que não abraça a terapia com tanta facilidade, podemos notar que ela apresenta benefícios inclusive para a família, porque a orienta sobre como se comportar.

Além disso é importante que a família seja respeitosa, acolhedora e carinhosa e respeitosa com seus idosos. Não basta ser família para ser benéfico na vida de alguém, há pessoas que não tendo família, conseguem enraizar no convívio de amigos, grupos, comunidades e isso é igualmente benéfico.

Por fim é importante sempre lembra que afetividade envolvida em todo o processo de envelhecimento é importante, mas para cuidar de idosos é preciso também ter conhecimento específico. Nessa hora é necessário que um membro da família, ou mesmo um cuidador contratado, tenha formação sobre o processo de envelhecimento, para que o idoso receba o tratamento adequado.

O hábito mantido por familiares de levar os idosos para morar com eles faz parte da cultura brasileira e da América Latina. Em outros países, é comum que os idosos sejam levados a lares de amparo especializados no tratamento de qualidade a pessoas da terceira idade, especialmente as que têm algum tipo de limitação. Mas no Brasil, os familiares que fazem isso são hostilizados.

Porem essa prática de acolhê-los em casa sob qualquer circunstância deve ser analisada e a cultura, modificada. Estar na casa de familiares não é, para o idoso, a garantia de estar bem cuidado. O afeto nunca é substituído e a presença da família pode acontecer com o indivíduo dentro ou fora da casa da família. Assegurar ao idoso o tratamento adequado, com profissionais capacitados e de qualidade, também é cuidar.

Em caso de idosos sem nenhuma debilitação, em que não precisem de cuidados em tempo integral, é importante que a família assegure a eles a possibilidade de socialização. Se eles forem morar com um dos filhos, por exemplo, eles têm de ter a privacidade e o direito de ir e vir garantidos. Caso isso não aconteça, podem ficar ainda mais deprimidos.

Hoje em dia enxergamos um movimento muito forte com relação aos espaços dedicados à terceira idade: Centros Culturais, Centros de Convivência, Centros de Referência, Academias Para a Terceira Idade, Universidades, entre outros.

Todos esses espaços tem o objetivo de promover atividades em grupo direcionadas aos idosos, cada uma de uma maneira diferente. E toda essa interação promovida nas atividades gera um retorno extremamente significativo a cada um dos participantes. A interação social gerada entre os idosos desenvolve o senso de bem-estar nos mesmos, assim como a melhora no funcionamento físico. As redes sociais que se estabelecem com o contato contínuo dos idosos podem ser fontes protetoras e mantenedoras de saúde.

Estudos recentes demonstram um aumento na qualidade de vida e na longevidade em idosos que apresentam uma vida social mais intensa. Mas é importante lembrar que a vida social do idoso não se resume apenas a participação dele nos grupos de terceira idade, mas também à boa relação com sua família, o envolvimento em grupos de sua comunidade, como um grupo religioso, por exemplo. Vale ressaltar ainda que a qualidade dos afetos e das relações sociais é sempre mais importante do que a quantidade, e que a capacidade de interação social varia de pessoa para pessoa, por isso não significa que aquele idoso que tenha menos contatos sociais necessariamente vai ter uma qualidade de vida pior do que aquele que possui mais contatos durante a velhice.

 

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