Como se Prevenir das Doenças Causadas pela Poluição

Como se Prevenir das Doenças Causadas pela Poluição

Viver nas metrópoles brasileiras é sinônimo de conviver todos os dias com um problema que já se tornou comum: a poluição. Ela é resultado, principalmente, do tráfego excessivo de veículos e da atividade industrial, e causa uma piora na qualidade do ar, afetando a saúde da população.

O monóxido de carbono se tornou o principal poluente nas grandes cidades e afeta diretamente o sistema respiratório. Quando é inalado em níveis muito altos, o CO provoca náuseas e dor de cabeça, além de agravar problemas cardíacos.

Durante o inverno, entre os meses de maio e setembro, ocorre a época onde as condições atmosféricas mais favorecem a concentração de poluentes, de forma que o risco de morte por doenças respiratórias pode aumentar até 12%. Nessa época também aumenta a procura por atendimento em prontos socorros infantis, com um crescimento chegando até 25%.

O excesso de óxido de enxofre na atmosfera provoca tosse e bronquite crônica nas crianças e falta de ar e enfisema pulmonar nos idosos. O óxido de nitrogênio e os hidrocarbonetos ocasionam irritação de olhos, nariz e pele.

As partículas inaláveis, presentes na fuligem lançada por veículos e chaminés industriais, além de irritar os olhos, causam doenças respiratórias crônicas e queda da resistência às infecções. O município de Cubatão (SP) é o que possui a maior concentração de material particulado no Brasil, com 90 microgramas por m³. De acordo com o Bird, o índice aceitável é de 50.

Falta de ar, chiado e aparto no peito, espirros, coceira e obstrução nasal, coriza e tosse são os principais sintomas de que uma pessoa pode estar com alguma doença causada pela poluição.

Dentre as patologias mais comuns tem destaque as doenças que são transmitidas pelas bactérias como a tuberculose, meningite, difteria, coqueluche e pneumonia. Já as mais comuns são as causadas por vírus como a gripe, resfriado, caxumba, catapora, poliomielite, sarampo, rubéola e a meningite viral.

Diante disso tudo a qualidade do ar nos ambientes, tanto em casa como no trabalho se tornou um fator importantíssimo para o bem-estar de quem vive nas grandes cidades, uma vez que os ambientes mal arejados aumentam a sobrevida de microrganismos, favorecendo o aparecimento das infecções.

E para diminuir a ocorrência dessas doenças respiratórias há uma série de medidas que podem ser tomadas, como por exemplo:

  • Evitar multidões, aglomerados e locais fechados, pois estes locais tendem a acumular vírus, fungos e bactérias que podem ser prejudicais à saúde.
  • Ter uma alimentação balanceada com legumes, verduras e frutas, focando sempre no consumo da vitamina C, e das vitaminas do complexo B, que aumentam suas barreiras imunológicas.
  • Ventilar e manter a umidade do ar, usando ventiladores e umidificadores, de forma a facilitar a respiração.
  • Manter a casa e o local de trabalho livre de ácaros, tendo o cuidado de limpar tudo, retirando toda a poeira do chão, dos móveis e objetos, lavar regularmente tapetes e cortinas e trocar toda a roupa de cama 1 vez por semana.
  • Beber muito líquido e sempre que possível hidratar as narinas com soro fisiológico.
  • Manter sempre em dia com as vacinas disponíveis gratuitamente no SUS (Sistema Único de Saúde), ressaltando-se a importância da vacina contra a gripe conforme já falamos neste artigo.
  • Não fumar, não ficar perto de quem fuma e evitar permanecer em locais fechados com fumaça de cigarro.

Estas medidas devem ser seguidas sempre como um habito de saúde e prevenção, em especial quando se tratam de bebês, crianças, idosos e quando há pacientes acamados.

Apesar de serem muito simples estes cuidados ajudam a prevenir complicações respiratórias mais serias que podem resultar em internações e até mesmo colocar a vida de uma pessoa em risco.

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