Cuidado! As dívidas podem te matar de estresse

Cuidado! As dívidas podem te matar de estresse

O título desse post pode parecer chocante, mas o fato é que em tempos de crise para algumas pessoas a ansiedade e o estresse já atingiram níveis alarmantes.

Insônia, fadiga, taquicardia, irritabilidade, inabilidade de concentração e até mesmo, pensamentos recorrentes de suicídio fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas no Brasil desde que a atual crise econômica se instaurou. Isso porque essas pessoas estão passando por situações financeiras insuportáveis, e pior, incontornáveis. Assim, com a saúde financeira prejudicada a saúde do corpo imediatamente fica abalada, não raro de maneira permanente.

Essa condição se tornou tão recorrente nos consultórios médicos que já ganhou até nome: Estresse Financeiro.

Segundo relatórios médicos, o estresse – seja qual for sua designação – não é em si um diagnóstico, mas um processo. Por isso a intensidade com que ocorre depende da forma como as pessoas reagem diante de diferentes situações que provocam sentimentos como ansiedade, raiva ou medo, por exemplo. Muitos são os fatores estressantes (ou estressores) que disparam a produção do hormônio cortisol, que por sua vez provoca o estresse.

O perigo iminente sem sombra de dúvidas é o principal deles (e a principal razão pela qual produzimos cortisol). Além do perigo, outros estressores são: preocupação com trabalho, dinheiro e família.

Índices de desemprego, infração e até mesmo as variações da Bolsa de Valores, ultimamente, têm sido associadas com a palavra estresse nos noticiários dos jornais. Algumas pessoas, que compreendem que esse nervosismo faz parte dos movimentos do mercado de renda variável, não chegam a se abalar com o sobe-e-desce da bolsa. Mas para o cidadão comum, no entanto, a reação aos humores da economia resulta em uma preocupação excessiva que acaba danificando a saúde e as relações sociais.

O estresse financeiro resulta de um sentimento de medo ou de incapacidade de lidar com situações financeiras futuras: incapacidade de pagar contas, de realizar planos, de aposentar-se com dignidade, de dar estudo aos filhos, de manter o padrão de vida anterior. Dada a importância que o poder, o sucesso e a segurança financeira assumiram na sociedade moderna, o estresse financeiro acaba resvalando em muitos outros aspectos de nossas vidas, prejudicando além da saúde física, os relacionamentos sociais. O estresse financeiro destrói casamentos, diminui a produtividade do empregado, abala amizades e os contatos familiares – falaremos sobre cada um deles em artigos posteriores.

De acordo com os estudos realizados por um esforço conjunto da Money Magazine, do Wall Street Journal e da Universidade de Virginia entre outros, os primeiros sinais de estresse financeiro incluem:

Dor de cabeça e enxaqueca, preocupação e nervosismo excessivo, hipertensão, ansiedade e depressão, insônia, problemas estomacais, fadiga e fraqueza, abuso de drogas, álcool e fumo, desordens alimentares, úlceras, dificuldade de concentração, irritabilidade, moral baixa, dificuldade de relacionamento com a família e amigos, problemas cardiovasculares e psicológicos.

Quando se tratam de fatores causadores do estresse financeiros as dívidas certamente ocupam o primeiro lugar: o medo das contas que chegam, a ansiedade com a possibilidade de inadimplência, o nome que pode ir para as associações de cobrança são estressores poderosos que resultam em muitos dos sintomas acima citados.

Já o segundo maior fator de estresse é a busca incessante pelo sucesso, pela habilidade de ser capaz de comprar não apenas as coisas que necessitamos, mas principalmente aquelas que desejamos.

E isso nos leva ao terceiro estressor: o medo de perder o emprego ou a fonte de renda e com ele a habilidade de prosseguir com os próximos passos da escada do sucesso.

Outro fator que dispara o estresse financeiro é o medo do envelhecimento sem qualidade. Isso explica, por exemplo, o enorme avanço da previdência privada no Brasil. Esse medo ainda que resida em algum momento de um futuro distante para muitos de nós, é uma ameaça permanente diante de tanta instabilidade econômica e política.

Já o quinto maior fator estressor é o medo de retroceder na posição social, ou seja, não ser capaz de manter o atual estilo de vida.
O envelhecimento do carro que não se consegue substituir, o bairro onde se vive que começa a ficar decadente, o casamento que parece estar ruindo, a empresa que vai demitir, etc.

Todos esses fatores inevitavelmente levam a um quadro gravíssimo de ansiedade que pode além de provocar doenças psicossomáticas levar o paciente ao suicídio.
Por isso é cada vez mais importante alertar que ao notar um parente ou amigo passando por esse processo gradativo de escalada dos fatores de estresse é preciso procurar um médico. Afinal de contas, atenção, cuidado e carinho com as pessoas que amamos nunca são de mais.

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