Os benefícios e os perigos das cápsulas de vitaminas

Os benefícios e os perigos das cápsulas de vitaminas

Sedutoras as vitaminas em cápsula apelam para a praticidade de manter a saúde com pouco esforço. Entretanto seu o uso indiscriminado ou exagerado para evitar doenças e atrasar o envelhecimento pode fazer muito mal.

Hoje nós do Blog Tá Agendado consultamos os melhores nutricionistas na nossa ferramenta de agendamentos médicos para te orientar e respondemos às suas principais dúvidas sobre as capsulas de vitaminas que prometem milagres.

Então, em primeiro lugar é necessário saber onde vem a ideia de suplementar vitaminas e a crença de que isso previne doenças. E para isso temos que explicar que vitaminas são essenciais, em pequenas porções, supridas por uma alimentação variada – com exceção da vitamina D, também sintetizada na pele sob a luz solar.

Por isso desde que marinheiros britânicos apresentaram escorbuto, no século 18, por falta de frutas e verduras (fontes de vitamina C), ficou evidente que a carência causa doenças, o que foi um marco na medicina. Assim há o consenso médico de que a deficiência é deletéria e deve ser corrigida, mas o que se discute é se vale a pena suplementar quando a dieta é ruim.

Quem difundiu megadoses diárias de vitamina C (a partir de 3 mil miligramas, 50 vezes a cota adotada nos anos 1970) para prevenir e tratar gripes – depois câncer, diabetes, cardiopatias e até aids – foi o pesquisador Linus Pauling, prêmio Nobel de Química e da Paz. Em 1992, ele foi capa da revista Time.

Mas sua reputação já estava abalada. A vitamina C tinha se mostrado incapaz de evitar o resfriado em estudos da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e decepcionado pacientes de câncer acompanhados na americana Clínica Mayo. Porem mesmo refutada entre cientistas, a tese de Pauling se alastrou pela população.

Ainda na esteira dos mitos e verdades, outra dúvida que permeia a cabeça de muita gente é se as vitaminas não são a principal arma contra os radicais livres.

Para isso buscamos a resposta com especialistas, e descobrimos que em excesso, os radicais livres – espécies reativas formadas com base na respiração e em outros processos que utilizam oxigênio – “enferrujam as células”, danificando as artérias e o DNA.

Por isso, são associados ao envelhecimento, às cardiopatias e ao câncer.  Porem os radicais livres não são apenas vilões, também colaboram na destruição de bactérias e de células cancerosas e na reparação dos tecidos. Assim, manter um nível baixo de radicais livres é desejado. Os antioxidantes, encontrados nas frutas e vegetais, os neutralizam sem acabar totalmente com eles.

Já as megadoses de vitaminas interferem nesse equilíbrio, penalizando o sistema imunológico, além de não haver prova de que os suplementos retardam o envelhecimento e afastam doenças.

Por fim, temos que abordar também os comprimidos multivitamínicos que são aqueles que tem a intenção de – em uma só dose – suprir todas as necessidades diárias que uma pessoa saudável deveria consumir de vitaminas e nutrientes.

Sobre essas pílulas também é preciso saber que de acordo com as pesquisas feitas não foram notados ganhos com o uso dessas pílulas que associam vitaminas e minerais. Se fizerem efeito, benéfico ou danoso, provavelmente é pequeno. Isso porque elas não ultrapassam as recomendações diárias de cada nutriente.

De uma maneira geral multivitamínicos não fazem mal, entretanto a maioria das pessoas não precisa deles, pois se a dieta contém pelo menos cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia, o uso é desnecessário.

E provavelmente é nesse ponto que reside o problema, uma vez que estudos publicados em 2013 na revista da Faculdade de Saúde Pública da USP verificaram uma ingestão baixa de nutrientes por idosos e adolescentes.  Então a melhor solução para a maioria das pessoas provavelmente não é usar a suplementação alimentar, mas sim fazer uso de uma alimentação natural em maior abundancia.

 

 

 

 

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