Como curar a enxaqueca

Como curar a enxaqueca

Sem sobra de dúvidas esse é um mal que afeta milhões de brasileiros, mas será que é possível curar a enxaqueca?

A enxaqueca é o tipo de dor de cabeça que se caracteriza por uma dor pulsante em um dos lados da cabeça – ou às vezes nos dois – e geralmente é acompanhada de fotofobia, fonofobia, náusea e vômito.

A duração de uma crise de enxaqueca pode variar de quatro até setenta e duas horas, podendo ser mais curta em crianças. Segundo o Ministério da Saúde, de 5 a 25% das mulheres e 2 a 10% dos homens tem enxaqueca.

A enxaqueca é predominante em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir, principalmente em mulheres. A doença ocorre em 3 a 10% das crianças, afetando igualmente ambos os gêneros antes da puberdade, mas com predomínio no sexo feminino após essa fase.

A enxaqueca pode ser dividida entre com aura ou sem aura, e essas em episódica ou crônica. Segundo dados do Ministério da Saúde, 64% do total desses pacientes apresentaram enxaqueca sem aura, 18% com aura e 13% com e sem aura. Os restantes 5% apresentaram aura sem cefaleia.

Infelizmente não existe, em toda a medicina, a cura da enxaqueca. Em outras palavras: não existe nenhum médico, nenhum procedimento, intervenção, droga, remédio natural, suplemento, cirurgia, que seja capaz de curar a enxaqueca.

Na verdade, o mero fato de achar que um médico, remédio ou intervenção externa pode curar a enxaqueca é o mesmo que acreditar em bruxaria: obviamente não existe pílula mágica, poção mágica, agulha mágica ou qualquer outra coisa do gênero, que seja capaz de reverter o processo neuroquímico e hormonal que existe por trás dos sintomas da enxaqueca.

Já os sintomas – e não as causas – da enxaqueca, esses sim, podem ser controlados, minimizados e até suprimidos (pelo menos temporariamente) graças à atuação do médico e dos tratamentos que a medicina oferece.

Essa atuação pode se estender além das drogas – que sempre possuem efeitos colaterais capazes de prejudicar nosso organismo – incluindo outras intervenções e tratamentos médicos bem menos agressivos e tão ou mais eficazes. Um exemplo bem sucedido no controle dos sintomas da enxaqueca é a própria acupuntura, conforme nós já descrevemos em nosso psot sobre(link para texto acupuntura)

Ainda assim, é bom lembrar que cada indivíduo responde melhor a um determinado tipo de tratamento, e cabe ao médico encontrar o melhor, mais eficaz e menos agressivo possível.

Mas por mais que a medicina intervencionista avance na capacidade de minimizar os sintomas da enxaqueca, ela jamais será capaz de curá-la.

Esse fato leva a uma confusão, pois quando lemos ou assistimos entrevistas de médicos falando sobre a cura da enxaqueca, ouvimos frequentemente a afirmação que “enxaqueca não tem cura”, em resposta à pergunta se enxaqueca tem cura.

Porém o certo seria afirmar que a medicina não tem a cura da enxaqueca. Perceba a diferença: dizer que “a medicina não cura enxaqueca”, enquanto verdade, não é sinônimo de afirmar que “enxaqueca não tem cura”. A enxaqueca pode ter cura ainda que a medicina, os remédios e as intervenções médicas não curem a enxaqueca. Nesse caso, a cura da enxaqueca, se existe, pode estar dentro de você. Ou será que você não acredita que pode se curar? Os processos de regeneração são óbvios no nosso organismo e acontecem corriqueiramente – desde um corte que cicatriza, até um microscópico feixe de DNA, no núcleo celular que se regenera após uma “quebra” causada por um raio ultravioleta.

Enquanto nós não saberíamos como produzir esses incríveis processos, a natureza providencia diariamente a regeneração de células e tecidos, em todos os níveis. Essas são manifestações e provas quotidianas de cura mediada pelo nosso próprio organismo.

Curar a enxaqueca é atuar sobre sua causa, e isso – infelizmente – a medicina ainda não é capaz de fazer.
Mas é possível que em um futuro não muito distante a tecnologia nos permita ir além dos tratamentos paliativos e descobrir uma cura eficiente e definitiva para esse mal que assola uma parcela tão grande da população.

 

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