Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais

Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais

Nesta sexta-feira dia 28 de Julho lembramos do Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, mas você sabe o que são e como se prevenir?

Primeiro vamos conhecer um pouco mais sobre as doenças hepáticas.
A hepatite é uma inflamação no fígado que pode alterar o seu funcionamento, colaborando para o aparecimento de cirrose, câncer e outras doenças. Existem várias formas de hepatite. As mais comuns são as virais que, como o próprio nome sugere, são causadas por vírus. A hepatite também pode ser provocada por agentes tóxicos, como drogas, medicação e outras substâncias químicas.

As hepatites virais são classificadas por letras do alfabeto: A, B, C, D e E.

Hepatite B

A Hepatite B é uma DST que age silenciosamente contra o fígado. O HBV, vírus que causa a hepatite B, é transmitido através de relações sexuais sem camisinha e através do contato com sangue contaminado. Na maioria das pessoas infectada pelo HBV na idade adulta, o organismo se encarrega de curar a doença em cerca de 6 meses. Quando isso não ocorre, a infecção pode se tornar crônica (que pode levar à morte do paciente), gerando ao longo de 20 anos doenças como insuficiência hepática e câncer do fígado.

Existe uma vacina contra o vírus da hepatite B disponível nos postos de saúde, gratuitamente, para alguns grupos. Soropositivos para o HIV que não estejam infectados pelo HBV podem ser indicados à vacinação. Converse com o seu médico sobre esta possibilidade.

Hepatite C

A Hepatite C por sua vez é uma doença ainda sem vacina e que é muito comum entre usuários de drogas.

A transmissão da hepatite C acontece através do vírus C (HCV), reconhecido cientificamente em 1989. Antes disso, a doença se chamava hepatite não A – não B.

Ela é transmitida através do contato com sangue contaminado. Apesar de a transmissão sexual não ser considerada significativa, existem formas de contrair o HCV fazendo sexo sem camisinha, por causa dos sangramentos que podem ocorrer, principalmente no sexo anal.

Segundo o Programa Nacional de Hepatites Virais do Ministério da Saúde, pessoas que tenham outras doenças de transmissão sexual, como o HIV, têm um risco maior de adquirir ou transmitir o vírus C.

Estudos identificaram o HCV no sangue menstrual de mulheres infectadas e nas secreções vaginais. Entretanto, no esperma, o HCV foi encontrado em concentrações muito baixas, o que pode dificultar a sua transmissão.

Cerca de 80% das pessoas que se infectam com o vírus da hepatite C não conseguem se curar da doença espontaneamente, como ocorre com a hepatite B. Essas pessoas desenvolvem inflação no fígado constantemente, o que pode levar – em um período médio de 20 anos – a cirrose, insuficiência hepática e câncer do fígado. Como na maioria dos casos a doença não gera sintomas, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor.

Dependendo da carga viral e do tipo do vírus C, o tratamento pode durar cerca de um ano. A chance de cura varia de 50% a 80%, dependendo de cada caso.

Ao contrário da hepatite B, não há uma vacina capaz de prevenir a hepatite C.

O grave problema de saúde pública causado pelas Hepatites Virais

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 400 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas pelo vírus da hepatite B e 170 milhões, pelo vírus C. No Brasil, o Ministério da Saúde acredita que cerca de 14 milhões de pessoas já tiveram contato com vírus da hepatite B.

Atualmente, no país, a hepatite C é a principal causa de doença crônica do fígado e a mais frequente indicação de transplante hepático.

Sintomas mais comuns das hepatites

Na maioria dos casos, as pessoas infectadas não apresentam sintomas. Em casos agudos, os sintomas são enjoo, dor de cabeça, febre baixa, vômitos e aversão a alguns alimentos, falta de apetite, corpo ruim (como gripe), fadiga, olhos amarelados (amarelão ou icterícia), urina escura, fezes brancas e aumento do fígado e do baço.

Você sabia que o vírus da hepatite B é muito mais resistente do que o HIV?

O vírus da hepatite B (HBV) é muito resistente. Ele pode sobreviver no ambiente por cerca de 7 dias. Ele resiste durante 10 horas a 60º C, durante 5 minutos a 100º C, ao éter e ao álcool a 90% e pode permanecer vivo após vários anos de congelamento. Até hoje, não foi definido o tempo de resistência do vírus C no ambiente. Sabe-se apenas que ele é mais frágil que o vírus B e mais resistente que o HIV.

 

 

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