Não compre, Adote!

Não compre, Adote!

Hoje vamos discutir um tema muito sério: a necessidade de acabar com a indústria de filhotes

É cada vez mais comum ver pessoas cedendo ao apelo pelo “bicho fofinho” e de uma raça especifica. Porém o que pouca gente sabe é que ao adquirir um desses animais em um pet shopping ou em um revendedor online estará contribuindo para alimentar as chamadas “fábricas de filhotes”.

Movidas pelo lucro fácil, essas fábricas são administradas por criadores irresponsáveis e se multiplicam em feiras, shoppings, parques, praças, pet shops e vendedores online por todo o Brasil. E sem ter a fiscalização adequada, este comércio frequentemente se caracteriza pela exploração cruel e muito sofrimento.

Nos EUA alguns Estados já proibiram a venda de animais em pet shops e por revendedores online não credenciados. O motivo é que veterinários e outros especialistas em cães afirmam que comprar esses filhotes é o mesmo que financiar e contribuir para maus tratos e para a violação dos direitos desses animais.

É por isso que nós do Blog Tá Agendado resolvemos publicar essa matéria como forma de alerta, elencando os principais motivos pelos quais não se deve alimentar a indústria de filhotes

 

Motivo número 1: A reprodução forçada

Nas fábricas de animais os cães geralmente são cruzados com muita frequência, sendo que a fêmea fica prenha em praticamente todos os cios para “maximizar o lucro do criador”.

Além disso nas vezes em que os cachorros não se sentem sexualmente atraídos uns pelos outros eles são forçados a se reproduzir. É isso mesmo que você leu! Nas fabricas de animais as fêmeas muitas vezes são amarradas pelas patas e ficam amordaçadas com focinheiras, enquanto os machos chegam a ser dopados com estimulantes sexuais feitos para humanos, tudo com o intuito de aumentar as chances da reprodução acontecer.

Além disso, para se chegar aos padrões estéticos mais procurados pelo mercado, os criadores não pensam duas vezes antes de fazer a reprodução intrafamiliar, onde animais de origem familiar próxima (muitas vezes até pais e filhotes) são cruzados.

Apesar disso resultar na manutenção de determinados atributos físicos na aparência do cachorro, o resultado colateral se manifesta na forma de diversas doenças e anomalias genéticas, além péssima saúde e desvios graves do comportamento padrão da raça.

 

Motivo número 2: Problemas de saúde física

Como consequência do ‘processo de produção’ pelo qual são submetidos os animais que são vendidos em pet shops geralmente  tem vários problemas de saúde, como problemas neurológicos, sanguíneos e oculares, além de displasia de quadril e parvovirose. Apenas canis especializados são capazes de fazer exames específicos em seus animais para que algumas doenças não sejam transmitidas para a ninhada.

 

Motivo número 3: Problemas  de saúde psicológica

Além do parto de animais fisicamente doentes como já falamos, há o fato de que os cães vendidos são separados das mães muito cedo, e quando chegam aos vendedores e aos pet shops ainda não aprenderam os padrões comportamentais da ração com sua mãe. Além disso são cuidados por atendentes que não sabem sobre adestramento e educação canina. Ou seja, os filhotes adquirem hábitos errados que são difíceis de serem consertados posteriormente.

E a coisa fica ainda pior pois quando isolados em gaiolas os cães apenas estão expostos como numa vitrine viva,  e acabam por desenvolver sérios problemas de socialização com humanos e com outros animais.

 

Motivo número 4: Devolução de filhote

Na maioria dos pet shops os clientes podem devolver o cão caso ele apresente algum tipo de problema.

Aqui vale um ponto de atenção: Os pet shops já sabem do péssimo estado de saúde dos animais, por isso dão antecipadamente essa “garantia de devolução” já prevendo que vários animais vão apresentar problemas.

Mas o mais triste dessa situação é que ela vai muito além do prejuízo financeiro que o cliente pode ter. Isso porque ao devolver um animal “estragado” esse geralmente é sacrificado.

 

Motivo número 5: Os animais “estragados” são sacrificados

Pense em uma livraria que tem uma prateleira com livros que não estão vendendo muito.

O que acontece com esses livros?
A resposta é simples: eles serão devolvidos para a editora, onde eventualmente serão destruídos e reciclados.

Agora pense em um pet shopping que tem os mesmos custos de manutenção que uma livraria. Água, luz, aluguel, atendentes, etc. Tudo isso representa custo para os donos da loja, e é para cobrir esses custos que cada centímetro quadrado das prateleiras deve ser monetizado ao máximo.

Se um cachorro é devolvido uma vez ele tem altas chances de não se adaptar a um próximo comprador, gerando uma nova devolução, que vai gerar mais custos. Por tanto ele vai ser abatido!

Da mesma forma se um cachorro passa de uma certa idade ele tende a não atrair mais tanta atenção dos compradores (principalmente das crianças). E então ele também vai ser abatido!

E sabe aquelas fêmeas que citamos lá atrás? Isso mesmo, aquelas mesmas fêmeas que são amarradas para a reprodução forçada. Adivinha só o que vai acontecer quando todos os ciclos reprodutivos dela acabarem? Isso mesmo, a essa altura você já deve ter adivinhado que elas também serão abatidas!

E é assim que todos os dias centenas de cachorros são levados dos pet shoppings e criadouros para abatedouros, onde são sacrificados em câmaras de gás ou com injeções de sedativos.

Talvez essa seja a razão mais triste pela qual não devemos alimentar essa indústria, afinal de contas durante todo o processo animais vivos e conscientes estão sendo tratados como meros produtos e até mesmo sendo descartados quando não são mais uteis para a geração de lucro de seus proprietários.

Por tanto, da próxima vez que você for a um pet shopping pense duas vezes sobre tudo que pode ter acontecido para que aquele animalzinho chegasse até ali.

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