Cistos Sinoviais

Cistos Sinoviais

Você tem ou já teve Cistos Sinoviais? Então saiba como trata-los!

O Cisto sinovial é um nódulo, parecido com uma bolsa, cheia de um líquido proveniente de uma articulação ou tendão (líquido sinovial). Ele pode surgir repentinamente junto a qualquer articulação do corpo, embora seja mais frequente nas mãos e nos punhos.

No interior do cisto sinovial existe um fluido denso e claro, semelhante ao da articulação, mas bastante diferente do pus comumente encontrado nas inflamações. O tamanho dos cistos sinoviais pode variar bastante, podendo ser pequeno como uma ervilha ou grande como uma bola de golfe.

O cisto sinovial é classificado como um tumor benigno, por isso é importante lembrar que o cisto sinovial não vira câncer. Trata-se de um tumor benigno, sem possibilidades de evoluir para um tumor maligno (câncer).

O comportamento de um tumor benigno é bem diferente daquele do tumor maligno. Isso significa que o cisto sinovial não invade tecidos vizinhos e também não apresenta riscos de se disseminar para outras partes do corpo, como acontece nos casos de câncer.

A frequência com que os cistos sinoviais aparecem fazem com que eles sejam o tipo de tumor benigno mais comum, acometendo principalmente em pessoas entre 15 e 40 anos de idade.

Eles surgem quando há um defeito no processo de produção de um fluido espesso que lubrifica as articulações e os tendões. O tecido que produz esse fluido recobre as articulações e os tendões e chama-se sinóvia.

À medida que o cisto vai se enchendo com o líquido sinovial, ele aumenta de volume e fica saliente, com o aspecto de um nódulo.

A origem do cisto sinovial está relacionada com condições de fragilidade na cápsula da articulação ou na bainha do tendão, como acontece nas tendinites, artrose, lesões traumáticas e no reumatismo.

Os sintomas do cisto sinovial caracterizam-se pelo aparecimento de uma bolinha palpável que pode ou não provocar dor. Em geral, os cistos sinoviais não são dolorosos, especialmente no início.

A dor, o desconforto e tamanho do cisto podem aumentar quando se usa mais a mão e o punho. A dor aumenta principalmente ao pegar objetos ou durante a flexão e extensão do punho.

A região do cisto sinovial pode ficar inchada e desfigurada, podendo até ocorrer rompimento e extravasamento do líquido, aumentando a pressão das estruturas vizinhas.

Embora não ofereça riscos à saúde geral do paciente, o cisto sinovial pode crescer e comprimir estruturas vizinhas, causando dor e perda da mobilidade e força da articulação afetada. Nesses casos, o tratamento cirúrgico é necessário. Entretanto, há casos em que o cisto sinovial desaparece espontaneamente e não precisa de tratamento.

O diagnóstico do quisto sinovial é feito com base na história clínica do doente e exame físico. As técnicas de transiluminação e, por vezes, a aspiração também podem ser úteis para o diagnóstico.

O exame auxiliar de diagnóstico de primeira linha mais frequentemente usado no estudo diagnóstico dos quistos sinoviais é a ecografia, um método inócuo, rápido e barato, com elevada capacidade de detecção dos quistos. Quando este método é insuficiente, podemos socorrer-nos de outros exames mais específicos como a ressonância magnética, a artrografia ou a cistografia.

A radiografia geralmente é pouco informativa mas pode ser útil no diagnóstico de quistos intraósseos ocasionalmente presentes do punho e que podem ser fonte de dor, ou nos casos associados a artrose.

O tratamento do cisto sinovial inicialmente deve ser conservador pelo baixo índice de mortabilidade associada a esta patologia, bem como a elevada taxa de sucesso deste tipo de tratamento.

O tratamento conservador consiste inicialmente no controle sintomático através de medicação analgésica ou anti-inflamatória e ortóteses para repouso.

Podemos ainda recorrer a técnicas mais invasivas como a injeção de soluções esclerosastes ou a aspiração do quisto e infiltração com um corticoide permitindo a redução da massa e alivio dos sintomas por um período variável, podendo ser curativo em 20-30% dos casos.

Já a cirurgia fica reservada para s pacientes com quistos sinoviais que persistem mesmo após o tratamento conservador, sendo que a operação pode ser realizada através de uma técnica aberta ou artroscópica.

 

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