Intolerâncias a glúten e à lactose as grandes vilãs de 2017

Intolerâncias a glúten e à lactose as grandes vilãs de 2017

Conheça 2 das doenças que mais foram diagnosticadas em 2017

 

O ano de 2017 está acabando, e com ele chegando ao fim os especialistas também chegaram à uma conclusão: 2017 foi o ano das intolerâncias.

A cada dia mais brasileiros tem se descoberto intolerantes, seja à lactose, seja ao gunfem, seja a outros componentes de sua dieta.

Na grande maioria dos casos tratam-se de intolerâncias leves ou moderadas, que não prejudicam irreparavelmente a vida cotidiana das pessoas, e que por isso demoram para serem diagnosticadas.

Mas em outros casos mais extremos temos pacientes dando entrada às pressas nas emergências dos hospitais em todo Brasil após ingerirem substancias para as quais não sabiam ser alérgicos.

É por isso que temos que ter cada vez mais cuidado ao averiguar as informações nutricionais do que comemos, e também precisamos conhecer cada vez mais os sintomas dessas doenças.

E foi pensando nisso que nós do Blog Tagendado preparamos para você um apanhado com fatos e dicas sobre essas 2 doenças. Veja à seguir:

Intolerância à lactose

Não se nasce intolerante — torna-se. A frase original é de Simone de Beauvoir e nada tem a ver com intolerância à lactose. Mas poderia ter: é que, com a idade, a nossa capacidade de absorver esse açúcar presente no leite e seus derivados só diminui. Como resultado, a pessoa pode ter dor na barriga, gases e diarreia se tentar comer um bolo de chocolate, por exemplo. No Brasil, a estimativa é de que metade da população sofra com o problema.

O erro por trás do modismo da dieta sem lactose é acreditar que parar de consumi-la ajuda a emagrecer. “Se você olhar o rótulo de leites sem lactose, a quantidade de calorias é a mesma que a dos comuns”, diz a nutricionista Wanessa Natividade, da Fundação Oswaldo Cruz. Ao contrário do glúten, cuja única solução para o desconforto é cortá-lo do cardápio (veja ao lado), há outras maneiras de contornar a intolerância à lactose. A mais simples é consumir a enzima lactase, responsável por quebrar as moléculas da lactose e permitir a digestão. Ela está disponível no mercado em forma de comprimidos e, se ingerida minutos antes ou junto com o alimento, impede o incômodo.

Intolerância à glúten

Nos últimos três anos, o mundo viu surgir um novo vilão da alimentação: o glúten. De uma hora para outra, milhares de pessoas se descobriram intolerantes à proteína que está presente em comidas com trigo, cevada e centeio, e que é responsável por dar “liga” aos alimentos. O glúten começou a ser associado a sintomas como desconforto e inchaço abdominal, indisposição, intestino irritável e até enxaqueca. Em 2014, só nos Estados Unidos, 22% da população seguiu uma dieta sem glúten, segundo uma pesquisa do grupo Mintel.

“O glúten é uma proteína complexa, de difícil digestão. É normal que algumas pessoas se sintam melhor se pararem de comê-lo”, explica a gastroenterologista Maraci Rodrigues, do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas (HC) da  Universidade de São Paulo (USP). “Mas a intolerância ao glúten não tem diagnóstico laboratorial, só clínico, ao contrário da doença celíaca ou da alergia”, diz. A primeira, mais grave, atinge uma a cada 200 pessoas e, se não tratada, pode provocar complicações nos ossos e até câncer.

Nem por isso é bom sair cortando o glúten da dieta de forma indiscriminada, de acordo com a médica. A doença celíaca não é simples de ser diagnosticada e, muitas vezes, só aparece após algum gatilho ao consumir alimentos com glúten, o que pode acontecer na infância ou na vida adulta. Se o paciente ainda não sabe que é celíaco e para de comer a proteína por algum modismo temporário, isso pode atrasar ainda mais o diagnóstico. “Se você sente desconforto ao comer alimentos com glúten, o ideal é procurar um médico e se certificar de que você não é potencialmente celíaco”, recomenda Rodrigues.

 

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