Você sabe qual a diferença entre medicamento de marca e um genérico?

Você sabe qual a diferença entre medicamento de marca e um genérico?

A resposta curta é simples: Genéricos e Medicamentos de marca tem o mesmo efeito, confira nesse artigo o motivo

 

Nos balcões das farmácias é comum ver os consumidores pedindo remedicos pelo nome da marca mais conhecida no mercado e ouvir logo em seguida o farmacêutico oferecer um genérico ou similar.

Nessa situação a maioria do público leigo fica relutante, sem saber qual escolher. E pior, as vezes as pessoas até  ficam com certo preconceito ante um deles. Pois então nós do Blog Tagendado resolvemos criar esse post para explicar aos nossos leitores que nenhuma das opções afetará seu tratamento.

Isso porque as três classes de remédios têm os mesmos efeitos no organismos e podem ser adquiridas com uma única receita. O único afetado será seu bolso – o preço, sim, tem variação.

Desde o ano de 2013 os medicamentos genéricos e similares precisam comprovar terem os mesmos efeitos e composição química para chegarem ao mercado, assim ambos os medicamentos (genérico e de marca) não têm diferenças quanto aos efeitos no organismo e precisam passar por testes da Anvisa.

Mas mesmo tendo o mesmo efeito, a guerra entre os três tipos de drogas ocorre há anos – até agora, os medicamentos de referência desfrutam da maior credibilidade. No entanto, para efeitos práticos, as três classes de droga têm os mesmos princípios ativos e podem ser usadas por qualquer pessoa, sem prejuízo ao tratamento, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Medicamento de referência. A medicação original costuma ter mais credibilidade porque é a original e inovadora, que vem ao mercado após milhões de dólares em pesquisa e uma bateria de estudos comprovando efeitos e segurança junto às agências reguladoras de saúde. E é por causa dos recursos investidos que o preço, normalmente, é mais alto: as indústrias farmacêuticas querem reaver o valor gasto ao longo dos anos.

Para recompensar os esforços em trazer um medicamento novo ao mercado, a Anvisa concede à empresa o direito de explorá-lo comercialmente com exclusividade por 20 anos, contados a partir do registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

Durante esse tempo, só ela lucra com o produto – mas também não pode fazer o que bem entender, porque a Comissão Interministerial de Preços, um órgão que reúne membros de vários ministérios, regula o valor do medicamento para que ele não seja abusivo com os brasileiros.

Em casos específicos, a patente pode ser quebrada. “Em nome da saúde pública, se um medicamento trouxer grandes benefícios à terapia, a patente pode ser quebrada. Isso já ocorreu duas vezes no tratamento contra o vírus HIV”, explica Cabral Pavei, especialista em tecnologia farmacêutica e controle de qualidade e vice-coordenador do curso de farmácia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Genéricos. Via de regra, após os 20 anos, a patente é quebrada e todas as informações sobre o remédio, que eram guardadas a sete-chaves pela empresa, tornam-se públicas. Com isso, outras indústrias podem fabricá-lo e, após submeter o medicamento “cópia” à aprovação da Anvisa, estão aptas a vendê-lo. Essa cópia do original tem nome: é o genérico.

“Ele surgiu há algumas décadas em outros países com o objetivo principal de tornar mais acessíveis os medicamentos, após o fim do direito da patente. Não é algo de país pobre, como muita gente diz”, explica Rogério Hoefler, farmacêutico pesquisador do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos, do Conselho Federal de Farmácia.

Hoje, os genéricos representam 72% das prescrições médicas norte-americanas, segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP). No Reino Unido, corresponde a 45% do mercado. No Brasil, 30%, segundo a Associação Brasileira de Indústrias de Medicamentos Genéricos.

O genérico virou política pública por aqui em 1999 com a publicação da Lei nº 9.787, criada para tornar tratamentos mais acessíveis à população de baixa renda. Em 2004, com o objetivo de assegurar o menor preço, a Anvisa publicou uma resolução que obriga os genéricos a custarem pelo menos 35% menos do que a medicação de referência.

A fórmula do genérico é a mesma do remédio original, com o mesmo princípio ativo, concentração e ação no organismo. A diferença é que não pode ter marca – a embalagem deve apresentar apenas o princípio ativo que está na fórmula, como Paracetamol ou Ácido acetilsalicílico, por exemplo. O efeito, contudo, é o mesmo: o genérico passa pelos mesmos testes de ação e eficácia, impostos pela Anvisa, que as drogas de referência.

Então agora que você já sabe bem que os genéricos tem os mesmos efeitos dos medicamentos de marca é hora de consultar o seu médico. Por isso nunca é demais lembrar que apenas um médico pode prescrever medicamentos, indicar a dosagem e conduzir o seu tratamento.

 

Submit a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *