A revolução da impressão 3D na área da saúde

A revolução da impressão 3D na área da saúde

Conheça a tecnologia que pode imprimir desde comprimidos até órgãos humanos

 

Você já ouviu falar na tecnologia de impressão 3D?
Pois é? Ela vai muito além dos personagens de videogames e filmes  cinema. O mundo da terceira dimensão está tão avançado que hoje já é possível consumirmos produtos alimentícios produzidos por processo de impressão 3D. Até mesmo a área da saúde está se beneficiando com essa tecnologia, visto que existem pesquisadores tentando imprimir comprimidos, partes de órgãos e tecidos humanos para ajudar pacientes com alguma deficiência.

As impressoras 3D começaram a surgir em 1980, com o objetivo de criar peças “teste” para que o mundo dos automóveis pudesse testar protótipos antes da fabricação de peças de verdade.

A diferença entre as impressoras comuns e as em 3D é que, no lugar da tinta, são inseridos materiais como pó, gel, filamentos de metal, plástico, biomaterial e outros itens necessários para formar a estrutura a ser impressa. A impressão do objeto é feita camada por camada, por isso, o processo pode levar horas ou dias até estar concluído.

Além do valor de pesquisa científica e compreensão, por exemplo, de como funciona uma determinada parte do cérebro, imagina quantos benefícios já são possíveis e quantos ainda serão para pessoas que passaram por amputações, nasceram sem alguma parte do corpo ou que precisarão de transplantes de órgãos e outras cirurgias?

Vamos imaginar uma situação onde um paciente que possui um problema de coração e talvez precise de um transplante de coração?
Para se chegar ao transplante antes ele precisará na primeira etapa:

  • Ter algum problema cardíaco sério que ponha em risco sua vida;
  • Estar com o nome na lista de receptores de órgãos;
  • Aguardar seu número ou sua prioridade.

Após esse transplante ter sido realizado ele deverá na segunda etapa:

  • Ficar um mês em internação para receber cuidados inclusive para não haver rejeição;
  • Cuidar muito bem da saúde no pré e pós para evitar complicações;
  • Ter perspectiva de vida em uma média de 10 anos após o transplante.

O que você iria achar de ganhar um coração novinho, mas feito de biomaterial e constituído a partir de tecnologia 3D, e pular a etapa inicial quase que por completo?

Parece com filme de ficção científica, mas é uma esperança para pessoas que possuem cardiopatias ou que têm na família casos desse tipo.
Esse é o estudo de um brasileiro de 26 anos, médico e participante de um programa de doutorado na Universidade de Groningen, na Holanda, que pretende construir tecidos a partir de células-tronco, vasos e valvas do próprio paciente. E sua irreverência não acaba aí, ele quer chegar a criar estruturas em 3D plástico com esse biomaterial e, quem sabe, no futuro poder ter em mãos órgãos, ou até mesmo tecidos e estruturas complexas.
Já imaginou quantas vidas poderão ser salvas com mais agilidade, em alguns anos?
Os próximos passos para essa descoberta começar a tomar o formato. Como o teste das próteses, que deve acontecer em breve no Brasil.
Vamos torcer para que, no menor tempo possível, pacientes cardíacos tenham mais tranquilidade com os avanços e tecnologias médicas.

Submit a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *