Hormônio do Crescimento

Hormônio do Crescimento

Descubra  o que é e o que faz no nosso corpo o tão falado Hormônio do Crescimento
Os atletas e fisiculturistas de plantão que estão ávidos pelo ganho de massa muscular já sabem que o exercício físico regular e uma alimentação adequada são fundamentais para o crescimento muscular.

Contudo, por diversas vezes, buscam chegar ao objetivo através da regulação hormonal que, ao contrário do que muitos pensam, pode e deve ser feita naturalmente através da alimentação.

É muito comum ouvir falar sobre o hormônio do crescimento, muito utilizado para ganho de estatura. Será que ele também é essencial para o crescimento dos músculos?

O que é o hormônio do crescimento?

É um hormônio produzido pelo próprio corpo por uma glândula chamada hipófise, situada na base do crânio.

Ele está presente em todas as pessoas normais e é conhecido por GH, sigla derivada do termo inglês growth hormone, bem como pelos nomes somatotropina ou hormônio somatotrófico.

A regulação de sua secreção é feita via hipotálamo, o qual estimula ou inibe alguns fatores que regulam sua produção. O fator liberador de GH e o hormônio chamado grelina são estimuladores de sua secreção, já a somatostina é considerado um fator inibitório, ou seja, reduz sua liberação para o corpo.

Esse triplo controle hipotalâmico favorece a interação com outros eixos hormonais, inclusive os relacionados com o controle alimentar, o que demonstra a importância do hormônio para o organismo.

 

Para que serve o hormônio do crescimento?

O GH age no organismo como um todo promovendo o crescimento das células em geral.

É essencial para a promoção do crescimento estatural durante a infância e, principalmente, durante a adolescência. Sem ele a estatura de um adulto normal não poderia ser alcançada.

Após a puberdade, sua produção cai consideravelmente, uma vez que há menor necessidade pelo organismo devido à estabilidade da altura na fase adulta.

Apesar de sua ação mais conhecida ser o crescimento infantil, tem diversas outras funções durante a vida. De maneira complexa, tem grande influência na composição corporal, na regulação do metabolismo ósseo e no metabolismo dos nutrientes obtidos pela alimentação, como os carboidratos, proteínas e lipídeos.

É um importante fator anabólico por participar da captação de aminoácidos para a formação de proteínas. Com isso, esse hormônio atua no crescimento de todo o organismo, incluindo tecidos, ossos e cartilagens.

Nesse quesito, ele é formador de massa muscular, ou seja, importante no ganho muscular em todas as fases da vida.

A Relação entre hormônio do crescimento e o metabolismo

Como o GH participa da regulação do balanço energético no corpo, está totalmente relacionado com o metabolismo.

Ele desempenha papel fundamental na quebra de gordura durante o jejum prolongado, garantindo energia para o organismo em períodos em que a pessoa não está se alimentando.

Por ser capaz de promover a quebra de gordura e o crescimento muscular, ele ganha destaque entre quem deseja ganhar massa.

Distúrbios no hormônio do crescimento

Por todas as suas funções no organismo, é essencial que esteja em níveis adequados, podendo impactar negativamente na qualidade de vida caso esteja abaixo ou acima dos limites saudáveis.

Então, qualquer um pode estar se perguntando: será que tenho disfunção na produção do GH?

Para alguns indivíduos a resposta é sim, mas pode ficar tranquilo, pois disfunções nesse hormônio são facilmente percebidas e com características corporais marcantes, e, na maioria das vezes, começam na infância.

A deficiência na sua produção provoca o nanismo, ou seja, a baixa estatura grave. Já a produção excessiva na infância ou mesmo após a puberdade causa o aumento exagerado do tamanho do corpo, conhecido como gigantismo ou acromegalia.

Portanto, o acompanhamento com um pediatra durante toda a infância é fundamental, pois é o profissional capaz de detectar precocemente qualquer alteração da velocidade de crescimento e interferir na regulação hormonal.

Sua deficiência pode ser esporádica com causas congênitas, adquiridas e idiopáticas, ou ser causada a partir de herança familiar.

Além de causar problemas no crescimento, sua deficiência leva a alterações corporais como aumento da gordura subcutânea e visceral e diminuição da massa magra. Também há mudanças no perfil lipídico, com aumento do colesterol total, LDL (colesterol ruim) e triglicérides e redução do HDL (colesterol bom), além de resistência insulínica.

Por isso, é comum ver características da síndrome metabólica em indivíduos com deficiência de GH no início da fase adulta.

Contudo, essas alterações não vêm sozinhas, estando sempre estarão acompanhadas dos problemas no crescimento. É importante o acompanhamento médico nesses casos.

 

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